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Orar sempre, e nunca desfalecer

Luciano Rocha

 

Oração é relacionamento, entrega e comunhão. Orar é deixar-se conduzir pelo coração de Deus. Jesus estava constantemente em oração. Toda sua vida missionária estava atravessada pela prática da oração. Jesus orava em lugares solitários (Lc 5,16). Buscava lugares tranquilos para, então, acalmar seu coração diante do barulho do dia a dia. Nossa vida também é assim. Há muito barulho em nossa cidade e, até mesmo, em nossa casa e dentro de nós. Devemos aprender a orar como Jesus.

A Sagrada Escritura nos mostra que Nosso Senhor orava de três formas: sozinho, com os discípulos e pelos outros. Buscar a solidão para orar é buscar encontro de intimidade com Deus. Ao orar deixava-se conduzir por Deus. “Num daqueles dias, Jesus saiu para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus” (Lc 6,12). Antes de começar sua vida de missão passou quarenta dias em jejum e oração. Na quinta-feira da paixão, orou três vezes: no Cenáculo, no Getsêmani e no Calvário. Ou seja, a vida de Jesus nos ensina que devemos orar em todos os momentos: antes de realizar um trabalho ou projeto, no cotidiano comum da vida, quando as coisas vão bem e, também, quando as coisas vão mal.  Devemos “orar sempre, e nunca desfalecer” (Lc 18,1).

Jesus orava também com os outros e pelos outros (cf. Lc 9,18; 9,28). Orar em comunidade é fazer comunhão. Ao orarmos juntos o Senhor se manifesta na comunidade orante e acolhe nossas preces de intercessão: “Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18,20). Neste tempo especial que celebramos o Natal de Jesus, vamos pedir ao Pai um coração novo. Peçamos que seu Espírito Santo conduza nossa vida de oração para que sejamos mais parecidos com Jesus e que nossa oração transforme a nossa vida e a vida de todos aqueles que se aproximarem de nós.

 

 

 

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