Dia 16 de novembro, celebramos Santa Gertrudes de Helfta (1256-1301/2) ou Santa Gertrudes, “a Grande”, como a intitulou o Papa Bento XVI, em sua Catequese de 06/10/2010. Eis porque – num tempo em que três grandes Ordens religiosas, a Beneditina, a Cisterciense e a Trapista, pleiteiam a ela o título de “Doutora da Igreja” – desejo tratar de alguns aspectos da sua vida, talvez desconhecidos do grande público. De início, faz-se oportuno aclarar um mal-entendido sobre o mosteiro de Helfta: era beneditino ou cisterciense? – Deixemos claro, antes do mais, que Helfta não é o sobrenome da nossa grande santa, mas, sim, o nome do mosteiro no qual ela viveu na Alemanha do século XIII. Essa comunidade – muito perseguida, mas que, ao mesmo tempo, deu à Igreja grandes místicas como Gertrudes e as duas Matildes: a de Hackeborn e a de Magdeburgo – era uma fundação de 1229, época em que Bucardo, conde de Mansfeld, e sua esposa reuniram próximo ao seu castelo um grupo de monjas vindas do mosteiro de Halberstadt. “Juridicamente Helfta era uma casa autônoma, sob a jurisdição do bispo diocesano de Halberstadt. As religiosas consideravam-se simultaneamente beneditinas e cistercienses: no início do século a vida monástica havia recobrado um novo entusiasmo graças ao impulso cisterciense” (Vida e exercícios espirituais. 2ª ed. Juiz de Fora: Subiaco, 2013, p. 13). Já a Ir. Ana Laura Forastieri, OCSO, estudiosa de Santa Gertrudes, assegura: “O mosteiro beneditino de Helfta no século XIII aderiu à observância cisterciense sem, contudo, pertencer juridicamente à Ordem de Cister. No fim do século XIX e início do século XX, beneditinos e cistercienses disputaram a pertença de Santa Gertrudes às suas respectivas Ordens. Uma disputa anacrônica porque aplicava ao século XIII um conceito moderno de ‘Ordem’: na Idade Média a expressão ‘Ordem de São Bento’ não se entendia em um sentido excludente ou oposto à ‘Ordem Cisterciense’, mas, ao contrário, abrangia todas as casas que seguiam a Regra de São Bento” (Santa Gertrudis: Doctora de la Iglesia? Cistercium, 258 (2012) 36, apud Mensagem da Divina Misericórdia, 2012, p. 13). Isso é o que, bem antes, também afirmava Dom Veremundo A. Tóth, OSB, ao constatar que “as monjas de Helfta no séc. XIII se consideravam cistercienses, ainda que o convento não pertencesse à jurisdição da Ordem, pois estava submetido ao Bispo de Halberstadt e em termos gerais (no seu dia a dia) procuravam se ajustar à liturgia da diocese” (Por sinais ao invisível: o simbolismo de Santa Mectildes e Santa Gertrudes. Juiz de Fora: Subiaco, 2003, p. 47). Eis como, por esses importantes testemunhos, se resolve a questão sobre o afamado mosteiro de Helfta: era uma fundação diocesana alicerçada na tradição beneditina, mas que, com o tempo, abraçou a espiritualidade cisterciense sem pertencer, ao menos naquele momento, no plano canônico, à Ordem de Cister. Para tentar resumir, ainda que não sem dificuldades, a essência da vida monástica da nossa Ordem Cisterciense, recorramos a Dom Luís Alberto Ruas Santos, O. Cist., ao dizer que “o ritmo do mosteiro cisterciense está organizado em função do encontro pessoal do monge com Deus. O silêncio exterior é apenas uma face tangível de uma realidade oposta: a intensidade e a riqueza do diálogo interior com Deus. Alimentados pela palavra de Deus ouvida na liturgia ou ruminada na lectio privada, os cistercienses cultivavam ao longo do dia a memoria Dei ou lembrança de Deus. São Bento pede ao monge que fuja ao esquecimento de Deus, o que, positivamente, implica em ter Deus sempre presente ao pensamento, porém de forma pessoal, não apenas como uma ideia ou abstração. O desejo de estar unido a Deus em todo o tempo é precisamente a vida da caridade. Ora, é impossível abrir-se para Deus sem abrir-se ao mesmo tempo para os irmãos e aqui achamos a dimensão da caridade fraterna dos mosteiros cistercienses” (Os cistercienses: uma espiritualidade abrangente e criativa. Itatinga: Abadia de Nossa Senhora da Assunção de Hardehausen-Itatinga, 1998, p. 16-17). Santa Gertrudes é, nesse contexto cisterciense, uma das grandes místicas da Igreja, inclusive com fenômenos extraordinários ou graças especiais. Sim, o Catecismo da Igreja Católica ensina que “o progresso espiritual tende à união sempre mais íntima com Cristo. Esta união recebe o nome de ‘mística’, pois ela participa no mistério de Cristo pelos sacramentos – ‘os santos mistérios’ – e, nele, no mistério da Santíssima Trindade. Deus nos chama a todos a essa íntima união com Ele, mesmo que graças especiais ou sinais extraordinários desta vida mística sejam concedidos apenas a alguns, em vista de manifestar o dom gratuito a todos” (n. 2014). Vejamos, a seguiu, o matrimônio espiritual ou a íntima união de Cristo (o Esposo) à alma humana (a esposa) a Ele entregue sem reservas. Certa vez, Nosso Senhor, apresentando a Gertrudes uma joia como um trevo de três folhas sobre seu peito sagrado, disse-lhe: “Eu usarei sempre esta joia em honra de minha esposa [Gertrudes] e, nessas três folhas, será mostrado claramente a toda a corte celeste: na primeira, que ela está verdadeiramente proxima mea; com efeito, nenhum mortal está mais chegado a Mim que esta esposa dileta; na segunda, que não há sobre a terra criatura alguma pela qual Me incline com tanto deleite; enfim, pelo brilho da terceira, será mostrado que ninguém no mundo a iguala em fidelidade porque, depois de desfrutar de meus dons, sempre com eles Me louva e glorifica” (Mensagem do amor de Deus. Livro I. São Paulo: Artpress, 2003, p. 20). A santa sempre correspondia ao grande amor do divino Esposo, como, por exemplo, nesta passagem: “Esposo cheio de encantos, honra e glória dos anjos, Vós vos dignastes escolher-me por esposa, a mim, a última de todas as criaturas. Minha alma e meu coração somente têm sede de vossa honra e de vossa glória e eu considero como meus próximos os vossos mais caros amigos. Peço-Vos, pois, amantíssimo Senhor, que nesta hora, para honrar vossa alegre ressurreição, vos digneis absolver as almas de todos aqueles que vos são particularmente caros. Para obter essa graça, ofereço-vos em união com vossa inocentíssima Paixão, tudo quanto meu coração e meu corpo sofreram em suas contínuas enfermidades” (Mensagens do amor de Deus. Livro IV. São Paulo: Artpress, 2016, p. 150-151). E o Senhor a atendeu. Ante seu santo anseio de passar desta vida às núpcias eternas, Jesus, o celeste Esposo, lhe perguntou: “Qual verdadeira esposa poderá ter tão grande desejo de chegar a um lugar em que sabe que seu esposo não acrescentará mais nada a seus adornos e onde ela não poderá oferecer presentes a seu bem-amado? […] Com efeito, após a morte, a alma não cresce em merecimento e não trabalha mais para Deus” (Mensagens do amor de Deus. Livro V. São Paulo: Artpress, 2019, p. 125). Em outra ocasião, nossa santa, ainda a propósito da morte – passagem para a verdadeira vida –, indaga: “E quando vos dignareis, ó Deus fidelíssimo, conduzir-me da prisão do exílio ao repouso da beatitude? O Senhor respondeu: – Que esposa real se apressou para ouvir as aclamações e os votos de boa vinda do povo e, por isso, queixou-se de uma demora porque seu esposo a encantava com as carícias e os beijos de seu amor? – Senhor, disse ela, que delícias encontrais em mim, refugo de toda criatura, para compará-las com demonstrações de afeto recíproco do esposo e da esposa? – O Senhor respondeu: Encontro essas delícias, dando-me a ti pelo sacramento do altar, nessa união que não existirá mais depois desta vida. Para mim, ela tem encantos infinitos, do que as demonstrações do amor humano não podem dar a menor ideia. As afeições terrenas passam com os tempos. Mas a doçura dessa união pela qual Eu me dou a ti no sacramento do altar não pode se debilitar. Ao contrário, quanto mais ela se renova, mais aumenta seu vigor e eficácia” (Idem, p. 142). Dessa íntima união com o divino Esposo, Gertrudes vivenciou ainda – entre outros vários fenômenos – a transverberação e a “troca de corações”. Sobre a transverberação (impressão interna das chagas de Cristo), lemos que nossa mística assim rezava: “Ó misericordioso Senhor! Gravai em meu coração vossas chagas divinas por meio do vosso precioso sangue, para que eu veja nele, ao mesmo tempo, vossas dores e vosso amor” (Revelações de Santa Gertrudes. Livro II. São Paulo: Artpress, 2011, p. 20). Seu pedido foi atendido como ela mesma relata: “Foi-me dado conhecer espiritualmente que acabáveis de imprimir os estigmas adoráveis de vossas santíssimas chagas em alguns lugares do meu coração. (…) Acabaste por dar à minha alma o que Vos pedia aquela oração, isto é, a graça de conhecer vossas dores e vosso amor, em vossos preciosos estigmas” (Idem, p. 21-23). Quanto à troca de corações (mística, mas não física), Gertrudes declara: “Além desses favores, me admitistes ainda à incomparável familiaridade de vossa ternura, oferecendo-me a arca nobilíssima de vossa divindade, quer dizer, vosso Coração Sagrado, para que nele me deleite. Vós o destes a mim gratuitamente ou o trocastes pelo meu, como prova ainda mais evidente de vossa terna intimidade. Por esse Coração divino conheci vossos secretos juízos. Por ele me destes tão numerosos e doces testemunhos de vosso amor, que se não conhecesse vossa inefável condescendência, eu ficaria surpreendida ao ver-vos prodigalizá-los até mesmo à vossa amada Mãe, se bem que Ela seja a mais excelente criatura e reine convosco no Céu” (Ibidem, p. 83). Cada um desses fenômenos bem demostram a beleza – interior e exterior – da íntima união com Deus à qual todos somos chamados. Afinal, o convite à santidade não exclui ninguém (cf. Mt 5,48). Percorrido, ainda que brevemente, esses grandes acontecimentos místicos da vida de nossa grande santa, não posso deixar de convidar a cada irmão ou irmã que leu até aqui a conhecer melhor a vida dessa esposa de Cristo – a “única mulher da Alemanha que recebeu o apelativo ‘Grande’, pela estatura cultural e evangélica: com a sua vida e pensamento, ela incidiu de modo singular sobre a espiritualidade cristã” (Bento XVI. Catequese de 06/10/2010) – por meio de suas obras que, com a graça de Deus, estão publicadas, na íntegra, no Brasil. Há Mensagem do amor de Deus, em cinco pequenos volumes (São Paulo: Artpress), e Santa Gertrudes de Helfta: vida e exercícios espirituais (Juiz de Fora: Subiaco). A título de oportuna introdução, foi lançado recentemente Recorramos a Santa Gertrudes de Helfta(Cultor de Livros) que, a seu modo, resume a vida de nossa santa e traz explicações teológicas bem fundamentadas, mas em linguagem popular, sobre alguns pontos específicos: em particular, no que diz respeito à mística, à devoção ao Sagrado Coração de Jesus e à Divina Misericórdia. Finalizando, faço votos de que Santa Gertrudes volte a ser melhor conhecida e divulgada em todo o mundo, mas, em especial, nas Américas Central e do Sul como foi no século XVI. Também desejo muito vivamente que a causa visando declará-la Doutora da Igreja, ao lado de outras grandes mulheres, tenha êxito, se assim for da vontade de Deus por meio do sábio e prudente juízo da Mãe Igreja. Santa Gertrudes de Helfta, grande discípula do Coração de Jesus e Apóstola da Divina Misericórdia, rogai por nós!

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist. Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Campanha de arrecadação para a obra de recuperação, reestruturação e restauração do centro de evangelização da Comunidade Coração Novo.

Fazem 2 anos,  o teto de nosso centro de evangelização  cedeu  durante as chuvas de verão. Depois de um longo trabalho de avaliação com os técnicos e as autoridades da comunidade, decidimos por fazer a obra em 3 etapas e iniciamos a campanha para a primeira etapa da obra que consta da retirada da laje e instalação do novo telhado. O valor desta etapa é R$ 30.000,00.

Com aproximadamente R$ 20.000,00 arrecadados, já pudemos dar início a obra em 01/10/2020 e conseguimos comprar o material que necessitamos.

Foram retiradas as telhas antigas, as treliças metálicas para a sustentação do novo telhado já foram colocadas, e estão prontas para receber as telhas que já ficaram prontas e aguardam o restante do pagamento para serem entregues em nossa comunidade.

Tudo isto só foi possível, com a sua ajuda! Mas, ainda precisamos de você para arrecadar o restante do valor para finalizar a primeira etapa da obra.

Acompanhe na planilha nossa realidade financeira atual:

Até o dia 05/11 já arrecadamos    R$ 20.716,63

Já pagamos                                    R$ 17.332,76

 

Receitas    Despesas
28/set R$ 15.677,00 R$ 14.149,20
09/out R$ 17.292,60 R$ 15.849,20
14/out R$ 17.342,60 R$ 15.849,20
16/10 a 19/10 R$ 19.526,60 R$ 15.849,20
30/out R$ 20.486,63 R$ 16.609,20
05/nov R$ 20.716,63 R$ 17.332,76

 

Despesas  Valor
Ferragens R$ 3.373,20
Tintas R$ 726,00
Frete (ferragens p/loja Fabio- Firma Forte) R$ 100,00
funcionários (Fabio- Firma Forte) 30% R$ 3.600,00
Telhas”sanduíches”  15 dias para aprontar /                 50% na entrada R$ 6.350,00
pagamento semanal para Firma Forte R$ 600,00
frete andaime R$ 200,00
frete material R$ 100,00
pagamento semanal para Firma Forte R$ 800,00
materiais (tinta – espuma- trincha … R$ 60,00
pagamento semanal para Firma Forte R$ 700,00
pagamento semanal para Firma Forte R$ 500,00
materiais para caimento calha e troca lugar cano) R$ 223,56
TOTAL R$ 17.332,76

Nesta quarta-feira, 01/07/2020, aconteceu a super-live que uniu representantes de diversas religiões membros da Comissão Dialogo e Paz e do Instituto Expo-religião. A iniciativa contou com a presença do Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro Dom Orani João Tempesta, O.Cist., acompanhado de Dom Antonio Augusto (Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro e Presidente do CONIC – RJ ) e Dom Roque Costa Souza (Bispos Auxiliares da Arquidiocese e animador para o diálogo ecumênico e interreligioso), além do Pe. Fabio Luiz (Coordenador da Comissão Arquidiocesana para o Dialogo Ecumênico e Interreligioso), Diác. Nelson Águia (secretário da Comissão).
Também estiveram presentes nosso fundador, Izaias Carneiro, que assim como os outros participantes dirigiu 2 falas em momentos diferentes aos participantes.
A superlive teve como moderadora a jornalista Luzia Lacerda, diretora do Instituto Expo-religião e teve por objetivo comunicar uma mensagem de esperança de todos os religiosos para com a população do Rio de Janeiro e do Brasil e trazer consolo através do testemunho de tolerância e diálogo de expressões que se reconhecem diversas em sua forma de acreditar, mas que creem que é possível construírem juntas uma sociedade mais pacifica, mais justa e mais fraterna.
O evento, que teve a duração de 3 horas, serviu também para a leitura da carta que foi anteriormente elaborado, assinada e publicada pelas 28 religões que participaram do processo de confecção do texto. Foram assinalados a relevância da iniciativa para a sociedade neste momento e o ineditismo, já que não se tem conhecimento de fato parecido na história.

A live está disponível na página do facebook da Expo Religião e poderá ser assistida https://www.facebook.com/ExpoReligiao/videos/296237198094252

 

A Comunidade Coração Novo é membro da Comissão Inter-religiosa de Diálogo e Paz, criada pelo Cardeal do Rio, Dom Orani Tempesta, O.Cist, desde o dia 02/01/2020 para promoção do dialogo entre as diversas religiões presentes no Rio de Janeiro, bem como para alimentar uma cultura de paz.

Representada por nosso fundador, Izaias Carneiro e por nossa secretária para o Dialogo Ecumênico e Inter-religioso, nossa irmã Angela Amorim, temos participado de reuniões virtuais, onde principalmente durante a pandemia tem trabalhado para que, em conjunto, possam resgatar o senso de esperança nas pessoas através da valorização da fé e do consolo neste momento de dor.

Além disso, tendo por base as orientações para a flexibilização emitidas pelo Estado e Município do Rio de Janeiro, estes lideres tem procurado orientar de forma comum a retomada as celebrações em seus templos, procurando fazer com que as orientações básicas de distanciamento, uso de insumos e EPI’s, sejam parte cuidados presentes para gerar segurança na sociedade.

Uma carta aberta foi escrita pelos representantes da comissão, divulgada na ultima quinta-feira (25/06/2020), procurando fortalecer a esperança na população e a confiança em dias melhores.

A Comissão acredita que através do dialogo e do respeito, as religiões promovem a paz tão necessária em um momento que já trás tantos sofrimentos.

Leia a carta na íntegra no site da Arquidiocese do Rio de Janeiro e confira a matéria no Jornal Extra sobre o assunto.

http://arqrio.org/noticias/detalhes/7926/esperanca-para-voce-dialogo-e-paz

https://extra.globo.com/noticias/rio/representantes-de-23-matrizes-religiosas-marcam-retomada-das-atividades-presenciais-no-rio-divulgam-carta-aberta-fieis-24499889.html

Em nossa família, sabemos o quanto é significativo ter um Pastor com as características e o perfil de Dom Orani, que não apenas se faz próximo de nós, seja em celebrações presenciais, seja por mensagens de apoio as iniciativas, como também por confiar em nossa vocação laical. Para nossa Comunidade, em particular, que teve seus Estatutos aprovados por ele e foi erigida a Associação Pública de Fiéis, e  que tem por carisma a reconciliação, e como um dos principais serviços missionários o dialogo ecumênico e inter-religioso, este apoio e esta confiança são fundamentais para que continuemos servindo, sempre em comunhão com o coração do nosso Pastor e com as diretrizes de nossa Igreja particular, nesta área pastoral tão exigente. Acreditamos que tudo isso é fruto de sua resposta ao chamado a viver Jo. 17, 21 como lema Espiscopal “Ut Omnes Unum Sint”.

Nas comemorações dos 70 anos de seu natalício, agradecemos por sua vida e seu ministério Dom Orani, e sobretudo pela seriedade com a qual conduz  e pedimos a Deus que lhe renove cada vez mais as forças físicas e espirituais, para continuar respondendo com sabedoria e profetismo as exigências do pastoreio que lhe foi confiado, contando com as orações de nossa família Coração Novo.

 

Ao final da Audiência Geral (17/06), o Papa Francisco recordou que amanhã celebramos a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, encorajando os fiéis a apresentarem a Ele “todas as intenções da nossa humanidade sofredora, seus medos e suas misérias”.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

Em sua saudação em várias línguas na Audiência Geral de ontem, quarta-feira, o Papa Francisco mencionou uma festa muito querida pelos cristãos: a solenidade do Sagrado Coração de Jesus.

O Pontífice convidou os fiéis a descobrirem as riquezas que se “escondem” no Seu  Coração, para aprender a amar o próximo.

Aos de línguas francesa, Francisco os encorajou a apresentar a Jesus “todas as intenções da nossa humanidade sofredora, seus medos e suas misérias”.

Mês dedicado ao Sagrado Coração

No primeiro Angelus deste mês, o Pontífice recordou que o mês de junho é dedicado de modo particular ao Coração de Cristo, uma devoção que une os grandes mestres espirituais e as pessoas simples do povo de Deus.

O Coração humano e divino de Jesus, disse ele, é a fonte onde sempre podemos haurir a misericórdia, o perdão, a ternura de Deus.

Podemos ir à esta fonte detendo-nos sobre uma passagem do Evangelho, sentindo que no centro de todo gesto, de toda palavra de Jesus está o amor, o amor do Pai. E podemos fazê-lo também adorando a Eucaristia, onde este amor está presente no Sacramento.

Então – conclui Francisco –, também o nosso coração, pouco a pouco, se tornará mais paciente, mais generoso, mais misericordioso.”

“Jesus, faz com que meu coração se assemelhe ao Seu”, foi a oração do Santo Padre, afirmando ter aprendido com a sua avó a recitar essas palavras, convidando os fiéis a fazerem o mesmo.

Em 15 de junho celebra-se o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. Em mensagem no Twitter, o Pontífice destaca que a pandemia demonstrou o despreparo da sociedade em acolhê-los, já que foram a principal vítima do coronavírus.

Vatican News

“A pandemia da #COVID19 mostrou que nossas sociedades não estão organizadas o suficiente para dar lugar aos idosos, com justo respeito à sua dignidade e fragilidade. Onde não há cuidado com os idosos, não há futuro para os jovens.”

Com esta mensagem, o Papa Francisco recorda hoje o Dia Mundial de Conscientização da Violência à Pessoa Idosa. Este ano, as Nações Unidas destacam a necessidade de se proteger os idosos durante e depois da pandemia da Covid-19.

Embora todas as faixas etárias corram risco, os idosos têm um risco maior de mortalidade e doenças graves após a infecção. Entre as pessoas acima de 80 anos, a taxa de mortalidade é cinco vezes maior.

Pandemia

Estima-se que 66% das pessoas com 70 anos ou mais tenham pelo menos uma condição de saúde subjacente, colocando-as em maior risco. Os idosos também podem ser discriminados quando médicos e hospitais decidem quem tem acesso a tratamentos e medicamentos.

Além disso, antes da pandemia, metade da população idosa em alguns países em desenvolvimento já não tinha acesso a serviços essenciais de saúde. A crise pode levar a uma redução de serviços críticos, aumentando ainda mais os perigos.

Em maio, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lançou um relatório detalhando o impacto da Covid-19 em idosos. Na altura, ele afirmou que “nenhuma pessoa, jovem ou velha, é dispensável.”

Para o chefe da organização, “os idosos têm os mesmos direitos à vida e à saúde que todos os outros.” Ele disse ainda que “decisões difíceis sobre cuidados médicos devem respeitar os direitos humanos e a dignidade de todos.”

Crescimento

Entre 2019 e 2030, o número de pessoas com 60 anos ou mais deve crescer 38%, passando de 1 bilhão para 1,4 bilhão. Nessa altura, o número de idosos irá superar o número de jovens em todo o mundo. Esse aumento será maior e mais rápido nos países em desenvolvimento.

Por tudo isso, a ONU afirma que “é preciso prestar mais atenção aos desafios específicos que afetam os idosos, inclusive no campo dos direitos humanos.”

Abusos

O abuso de idosos é um problema que existe tanto nos países em desenvolvimento como nos países desenvolvidos, mas muitas vezes não é reportado.

Existem poucas estatísticas sobre o tema, apenas em alguns países de alta renda, mas entre 1% a 10% dos idosos nessas regiões é vítima de abusos.

Embora a extensão do problema seja desconhecida, a ONU afirma que “seu significado social e moral é óbvio” e “exige uma resposta global multifacetada, focada na proteção dos direitos dos idosos.”

No Brasil, a Pastoral da Pessoa Idosa trabalha para garantir o respeito e a dignidade dos idosos, identificando os possíveis sinais de violência e realizando os devidos encaminhamentos.

(com informações do site ONU News)

Durante quase uma semana, o Papa esteve em três países: Moçambique, Madagascar e Maurício. Com esta viagem, o Pontífice já visitou 47 países desde o início do seu pontificado.

Com a cerimônia de despedida no aeroporto de Antananarivo, o Papa Francisco concluiu a 31ª Viagem Apostólica de seu Pontificado.

O Pontífice foi saudado pelo presidente da República de Madagascar, Sr. Andry Rajoelina, acompanhado pela primeira-dama, além de autoridades civis e de inúmeros bispos, a quem o Papa cumprimentou um a um.

Um coral à margem da pista do aeroporto acompanhou com cantos tradicionais a despedida de Francisco.

O avião decolou por volta das 08h40 – horário de Roma – e deverá chegar à capital italiana às 19h depois de percorrer quase oito mil quilômetros em 10h30 de voo.
Durante quase uma semana, o Papa esteve em três países: Moçambique, Madagascar e Maurício.

Com esta viagem, o Pontífice já visitou 47 países desde o início do seu pontificado.

Grupo de idosas

Esta manhã, despedindo-se da nunciatura em Madagascar, o Papa Francisco saudou cerca de 10 idosas pobres, representando as pessoas assistidas todas as sextas-feiras pela representação diplomática.

7 Anos da Comunidade Coração Novo